
no sonho,
por um pedaço de pão,
de chão.
Reclamando o seu direito,
precisando de uma mão
que a protegesse no país de sem-tetos.
Com olhares profundos, prescrutava o horizonte
e via a esperança se diluindo no orvalho.
Viver dignamente era o seu direito
no País continental,
descoberto por Cabral;
e que amava Aparecida, a padroeira.
Guadalupe, protetora da América Latina,
protegia a família unida,
que por um pedaço de chão,
de onde tiraria o seu pão,
se sujeitava a morar em covas rasas.
com os sujos corpos crivados de balas.
Contraponto - Maria Auxiliadora da Silva Maia - Poesias/Crônicas e Contros Ingênuos - 1ª Edição, 1998
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